Coronel Rosses defende endurecimento das leis penais e valorização das forças policiais

MANAUS — O vereador bolsonarista Coronel Rosses (PL) voltou a defender endurecimento das leis penais, valorização das forças policiais e combate direto às facções criminosas após a divulgação de uma pesquisa Datafolha que revelou um cenário alarmante no Brasil: 41% dos brasileiros afirmam perceber a atuação do crime organizado nos bairros onde vivem. O percentual representa cerca de 68,7 milhões de pessoas convivendo diariamente com a presença de facções criminosas em suas comunidades.

Para Rosses, os números confirmam aquilo que a população já sente na prática. “O crime organizado deixou de estar escondido. Hoje, ele está na rua da sua casa, na esquina da escola do seu filho, dominando bairros inteiros e impondo medo à população trabalhadora”, afirmou.

Segundo o levantamento encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 81% das pessoas que convivem com o crime organizado têm medo de ficar no meio de confrontos armados; 75% evitam determinados locais por medo da violência; e 71% temem que familiares sejam aliciados pelo tráfico de drogas.

Rosses criticou o que chamou de “discurso permissivo” do governo federal em relação à criminalidade e afirmou que o Brasil precisa mudar urgentemente sua postura diante da violência. “Enquanto a população vive refém do medo, existem autoridades preocupadas em atacar a polícia e relativizar o crime. O cidadão honesto quer segurança, quer autoridade e quer o criminoso preso”, declarou.

O parlamentar também destacou a realidade vivida no Amazonas, estado apontado pela pesquisa como área de predominância do Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do país.

“O povo amazonense sabe o que é viver sob ameaça de facção. É foguete anunciando invasão de bairro, é criminoso armado mandando na comunidade, é jovem sendo recrutado pelo tráfico. Isso não pode ser tratado como normal”, afirmou.

Defensor de pautas ligadas à segurança pública, Coronel Rosses voltou a defender medidas como aumento das penas para crimes violentos, redução da maioridade penal e fortalecimento das polícias. “O Brasil não pode continuar sendo o país onde o trabalhador vive preso dentro de casa enquanto o bandido domina as ruas”, concluiu.