Foto: Herika Martinez / AFP
Neste domingo, o México vai realizar suas primeiras eleições judiciais, envolvendo centenas de juízes, magistrados e ministros em todo o país. Essa mudança faz parte de uma reforma constitucional aprovada no ano passado, que tem como objetivo democratizar o sistema judicial, que antes era controlado pelo presidente e pelo Senado.
Serão disputados quase novecentos cargos federais, incluindo todos os nove assentos da Suprema Corte, além de cerca de mil e oitocentos cargos locais em dezenove estados. A reforma foi defendida pelo ex-presidente Andrés Manuel López Obrador como uma maneira de combater a impunidade e aumentar a participação do povo no Judiciário. Porém, alguns críticos alertam que isso pode colocar em risco a independência dos juízes.
Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, 66% dos mexicanos apoiam a reforma judicial. Ainda assim, figuras da oposição, como o ex-presidente Vicente Fox, criticaram o processo, chamando-o de “farsa”. Algumas organizações civis planejam boicotar a votação, enquanto a atual presidente, Claudia Sheinbaum, incentiva a participação popular, dizendo que é melhor que o povo escolha o Judiciário do que políticos.






