Esquema de fraudes no INSS no Amazonas leva cinco à condenação, com penas que chegam a 211 anos de prisão

Cinco pessoas foram condenadas pela Justiça Federal por envolvimento em um esquema de fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Amazonas. Quatro dos réus são irmãos, e o quinto é um investigador da Polícia Civil de Roraima.

De acordo com a decisão, o grupo operou por mais de uma década, utilizando identidades e documentos falsos para obter benefícios assistenciais de forma irregular. A ação criminosa resultou em um prejuízo superior a R$ 15 milhões aos cofres públicos.

As penas variam conforme o grau de participação dos envolvidos, indo de 8 a impressionantes 211 anos de prisão. As fraudes abrangeram de quatro a 84 benefícios indevidos por pessoa.

As investigações começaram com a “Operação Fragmentados”, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2023. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os criminosos criaram identidades fictícias para acessar o Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado a idosos e pessoas com deficiência. Em alguns casos, a mesma fotografia era reutilizada para múltiplas identidades.

O saque dos valores era feito pelos próprios integrantes do grupo, que foram flagrados por câmeras de segurança em agências bancárias. Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 296 mil em espécie, além de documentos falsos e cartões bancários em nome de terceiros.

Todos os réus foram condenados pelos crimes de estelionato e associação criminosa. As sentenças incluem dois condenados a oito anos de prisão, um a 12 anos, outro a 25 anos, e o principal responsável, a 211 anos. O cumprimento das penas será em regime fechado.

Além disso, os condenados deverão ressarcir integralmente o valor desviado. O MPF recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região pedindo o agravamento das penas. Os réus poderão recorrer da decisão em liberdade.

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